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quinta-feira, 6 de junho de 2013

CONTO SEMENTE DA VERDADE


Conto semente.da.verdade from evanildegomes

É um conto folclórico oriental,  o texto é o mesmo disponibilizado aqui no blog, quem puder utilizar no datashow pode baixá-lo, é melhor baixá-lo do youtube. Quem puder pode também copiar na SME.
 

Conceito de moral e ética

O vídeo produzidos por alunos, numa linguagem jovem, é excelente para sensibilizar outros jovens para a reflexão.

sábado, 11 de maio de 2013

COLETÂNEA DE POESIAS QUE DISCUTEM ÉTICA



O Pobre Homem Rico, Mais Rico e Mais Pobre

Foi com o rico e egoísta pai
Que ele aprendeu
A só dar valor ao dinheiro
Desde criancinha
Hoje que tudo perdeu o que tinha
Descobriu o perigo:
Não se compra a amizade,
Não há liquidação de amigo.

 Não estudou, dançou. Dançou porque não estudou
No fundamental um
Fugia da aula
No fundamental dois
Só namorava a Paula
No ensino médio
Entrava mudo saia calado
Hoje está assim
Um burro diplomado.

Diabinho Hoje, Uma Peste Amanhã.
Lembra daquele garoto
Que estudou com a gente
E roubava material da escola
E, se bobeasse, até a lição da gente?
Deu no que deu: virou político emérito
E hoje é investigado, ora bolas,
Por uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

 Ainda que mal pergunte, Bem lhe pergunto já
Como mudar o mundo e suas
Crueldades e bobagens
Se você repete tudo isso
Por acomodado ou omisso
Ou porque  acordado dormia
No seu dia a dia?

Se todo mundo fosse igual a igual a você, Que chatice não seria?
Tem gente baixa, gente alta,
Gente feia, gente gata,
Quanto mais viver
Mais pessoas vai conhecer,
É inevitável.
Então relaxe e aproveite,
Não tem remédio:
Se todo mundo fosse igual você,
Seria um tédio.

Tenha modos, cidadão, meu amigo, meu irmão
Nem só de ongs, movimentos sociais
Se faz a cidadania
Que tal começar de baixo?
Praticando o por favor, com licença, o obrigado?
Ser cidadão todo dia
Não tratar o outro como capacho.

Pra pensar na academia de ginástica:
Exercitar
Os músculos do caráter
A beleza da alma
Se faz de dentro pra fora
Com muito amor,
Com calma.

Faça as contas e veja como está certo
As melhores coisas da vida
Não se pode comprar:
Puxasaquismo sim,
Amizade não.
Sexo sim,
Amor não.
Aplausos sim,
Solidariedade não.
E por aí ai,
Em tudo que realmente interessa,
As coisas do coração
Que duram à beça.

Ulisses Tavares acredita que sem Ética o Brasil não anda direito. Nem o mundo, aliás.

  
http://ulissestavares.com.br/?page_id=141

O site deste autor tem diversos textos excelentes. Vale a pena conferir.
Por: Evanilde Gomes

sexta-feira, 10 de maio de 2013

DISCUTINDO ÉTICA NA SALA DE AULA






FALANDO DE CONVIVÊNCIA

“ O QUE VOCÊ FARIA?

... Se a professora percebesse que você está colando na prova ?
... Se você ganhasse uma bola nova e seu vizinho pedisse a bola emprestada?
... Se um velho maltrapilho pedisse para você ajuda-lo a atravessar a rua?
... Se você não tivesse aquela mochila que todo mundo tem?
... Se sua mãe descobrisse que você pegou dinheiro na carteira dela e não avisou?
... Se você visse seu amigo roubando alguma coisa?
... Se você fosse à casa de um amigo e descobrisse que ele é muito pobre?
... Se alguém inventasse uma coisa feia sobre você?
QUANTA PERGUNTA?
Você respondeu de um jeito e outras crianças responderam diferente, teve quem nem quis saber, quem discutiu e quem ficou pensando no assunto.  
O QUE FAZER?
... Desde quando o homem morava nas cavernas o mundo exigia regras de convivência. Quando elas ainda não existiam era uma confusão... O QUE FAZER? - DIFÍCIL CHEGAR A UMA CONCLUSÃO? O QUE É CERTO? O QUE É ERRADO? QUAL A SUA ESCOLHA? E A CONCLUSÃO?
Foram séculos de conflitos, guerras, buscas e tentativas. Os homens convivendo em grupos cada vez maiores. E enquanto surgiam e se formavam cidadãos, países e até grandes impérios, também apareciam pensadores, filósofos e líderes religiosos procurando respostas e novos caminhos.
Sócrates, que acreditava na bondade, no conhecimento, na felicidade e explicava suas ideias para a juventude dizia “Conhece-te a ti mesmo”.
Assim Platão dizia “Cada um pode viver bem num bom lugar”, Aristóteles falava “O homem bom deve ser um bom cidadão” , Moisés e Cristo falaram, cada um a seu modo, como o homem poderia viver melhor, em harmonia com seu semelhante, com a natureza e com Deus....
...( )Mas não era tão fácil....Havia muitas injustiças. O novo mundo foi descoberto junto as pesquisas, ideias e ciências.  Nicolau Copérnico, Isaac Newton, Galileu Galilei, e Immauel Kant, que dizia “O homem é responsável pelos seus atos e tem consciência de seu dever” A máquina evoluiu, os homens se agrupando em grandes cidades e as regras de convivências foram se modificando.
Então as pessoas passaram a desejar o fim das injustiças, mais liberdade e igualdade.
Aquele servo que só obedecia queria melhorar sua vida. E alguns reis que só mandavam deixaram de ser reis.
...( )Agora tudo anda depressa, com tecnologias fantásticas. Muita coisa mudou, as exigências do mundo junto as nossas expectativas de vida são outras.
Os homens cada vez mais numerosos , cada vez mais agrupados e as relações cada vez mais complicadas.
QUE CONFUSÃO ! E AGORA?
Muita coisa mudou ....
A relação pai e filhos .... Entre homem e mulher ... Os jovens podem falar e se manifestar... A criança é mais respeitada pelos adultos...
MAS AINDA EXISTEM ...
... muitas crianças abandonadas e maltratadas, miséria, gente que não tem o que comer e nem onde morar, injustiças, leis que não são cumpridas, péssimos governantes, racismo...
... existem guerras, violência, abusos de poder, pessoas que destroem a natureza...
... e também os mal-educados, que não falam bom dia nem boa noite, não respeitam nada e desconhecem as gentilizas...
... os que prometem e não cumprem e não são amigos de ninguém.
O QUE FAZER?
RESPEITAR OS GOSTOS E AS PREFERÊNCIAS DE CADA UM!
POR FALAR NISSO: EU GOSTO DE SORVETE...
Estudar e aprender muito bem as coisas de que a gente mais gosta
Ajudar quem precisa ....Defender a própria opinião ....Falar a verdade... Ver o sol nascer ...Lutar pela igualdade entre todos ....Conviver bem com todo mundo ...Receber elogios ...Ter amigos ...Cuidar das próprias coisas ... Descobrir que nem sempre se tem razão  ...Sonhar, pensar, ficar alegre...
É BOM IMAGINAR O DIA SEGUINTE ”
FIM!!

Com ilustrações de Michael Iacocca e  o texto de Liliana Iacocca, da Editora Àtica. O livro é  uma história em quadrinhos, mesclados com textos. Suprimimos alguns trechos para encurtar a história.... Mas você quiser pode trabalha-lo na íntegra ou readaptar o texto.


PROPOSTA DE ATIVIDADES: “O que você faria se você...”

Parte 1:
Divida a turma em pequenos grupos (2 alunos).  Cada grupo receberá uma pergunta diferente. Estas são as mesmas apresentadas pelos autores. Você pode criar outras, a depender da faixa etária da turma.
“O que você faria se ...
... Você encontrasse uma caixa de canetas no pátio da escola e você soubesse de quem é?
...Se seu pai lhe desse uma bronca porque o rádio está quebrado mas o culpado é seu irmão?
...Se sua irmã ou irmão passasse o tempo todo xeretando suas coisas?
...Se você fosse almoçar na casa de um amigo e servissem a comida que você mais odeia?
...Se todo mundo elogiasse seu colega pelo trabalho escolar mas quem fez tudo foi você?
“O QUE FAZER? DIFÍCIL CHEGAR A UMA CONCLUSÃO? O QUE É CERTO? O QUE É ERRADO? QUAL A SUA ESCOLHA? E A CONCLUSÃO? RESPEITAR OS GOSTOS E AS PREFERÊNCIAS DE CADA UM! ”.
- DISCUTA COM SEUS COLEGAS E  COMBINEM UMA SOLUÇÃO:
Para as turmas mais velhas, você pode fazer outros questionamentos. Por exemplo:
... Se você tivesse com dor de cabeça e seu vizinho ligasse o som nas alturas ?
... Se você fosse comprar pão e recebesse dinheiro a mais?
... Se você ligasse o som bem alto na sua casa e seu vizinho reclamasse?
... Se você visse alguém sendo discriminado?

Parte 2:

Os alunos deverão responder com suas próprias conclusões. Deverá escrevê-la num pedaço de papel. Caso a dupla não entrar em consenso, deve-se apresentar as duas respostas e a turma toda discute. Depois de alguns minutos, cadeiras em círculo, inicia-se a discussão. Cada dupla apresenta sua pergunta e solução e colocá-la na mesa. (È hora de promover a oralidade. Todos deverão deixar o outro falar e ser ouvido, respeitando pontos de vista diferentes....).

2 ATIVIDADE -  É ético ou antiético ?
De posse das respostas escritas , um aluno lê pergunta e resposta e o grupo todo julgará se pode ser considerada uma resposta ética ou antiética.
3 ATIVIDADE -  POR FALAR NISSO: EU GOSTO DE SORVETE... E você gosta de quê?
Os alunos podem criar suas próprias respostas e apresentá-las oralmente.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

COLETÂNEAS DE DINÂMICAS



Esta coletânea é indicada para alunos do E.F.II, E. M. e EJA, podendo ser adaptadas por cada professor conforme suas necessidades. O objetivo é trabalhar a oralidade a partir da reflexão de temas diversos, além de ética, solidariedade, valores e cidadania.



1 -ÉTICA E SEUS VALORES

Material: Bexiga, tiras de papel
Procedimento: Formação em círculo, uma bexiga vazia para cada participante, com um tira de papel dentro (que terá uma palavra ou uma pequena frase para o final da dinâmica).
O facilitador dirá para o grupo que aquelas bexigas são as tentações que enfrentamos no nosso dia-a-dia (de acordo com a vivência de cada um), e as dificuldades para se manter um comportamento ético em todas as situações da nossa vida.
Cada um deverá encher a sua bexiga e brincar com ela jogando-a para cima com as diversas partes do corpo; depois todos brincam com todas as bexigas, sendo que todos juntos não devem deixar nenhuma bexiga cair, pois assim, quem deixar uma bexiga cair, terá sucumbido á tentação de agir sem ética em algum momento.
Aos poucos o facilitador pedirá para alguns dos participantes ( um a um, aos poucos) deixarem sua bexiga no ar e sentarem; os restantes continuam no jogo, tendo que manter todas as bexigas no ar. Quando o facilitador perceber que quem ficou no centro não está dando conta de vencer todas as tentações, peça para que cada um segure uma bexiga e voltem ao círculo.
E então o facilitador pergunta:
1) a quem ficou no centro, o que sentiu quando percebeu que estava ficando sobrecarregado de tentações;
2) e a quem saiu, o que  sentiu.

2 - Cidadania e Solidariedade

Objetivo:
Conscientizar-se da importância da solidariedade na convivência social.
Número de pessoas: Indiferente
 Material necessário: Revistas; Jornais; Cola; Fita crepe; Hidrocolor; Papel metro; Pilot.
Como Fazer:
  1. Formar subgrupos. 2. Distribuir o material pelos subgrupos. 3. Cada subgrupo deve montar, com o material recebido, um painel no qual apresente situações de solidariedade, em oposição a situações individualistas, dando um título para o trabalho. Tempo. 4. Apresentação dos painéis, seguida de discussão sobre os pontos que mais chamarem a atenção do grupo. 5. Plenário - discutir as seguintes questões: * Qual a importância da solidariedade na sociedade contemporânea? * Que valores e atitudes são estimulados e referendados socialmente? * De que iniciativa solidária você já participou? * Que pessoas são exemplos de solidariedade no bairro, na escola e na sociedade? 6.Fechamento: o facilitador ressalta para o grupo o valor da solidariedade para o enfrentamento das questões como fome, educação, saúde, etc.

3- ÉTICA EM CASA

Objetivo:
Perceber os direitos e deveres de cada membro da Família; discutir as condições facilitadoras das relações familiares.
Número de pessoas: Indiferente
Material necessário: Ficha de trabalho; Papel metro (pardo) com a reprodução da ficha; Lápis; Pilot.
Como Fazer:
  1. Grupo em círculo, sentado. 2. Distribuir lápis e ficha de trabalho para os participantes, pedindo que seja preenchida individualmente. Tempo. 3. Colocar na parede a folha de papel metro com a reprodução da ficha de trabalho. Pedir que cada participante leia suas colocações, anotando no papel metro. Não anotar as colocações repetidas. 4. Quando o levantamento estiver completo, o facilitador lê para o grupo tudo o que foi registrado. 5.Plenário - discutir os seguintes pontos: * O que você percebeu de novo? * O que já era conhecido? * Quais são os seus direitos na família? Quais são seus deveres? * Quais as condições que facilitam as relações entre os membros da família? 6 .Fechamento: o facilitador pontua a importância do diálogo, da compreensão e da solidariedade entre os familiares para enfrentar as dificuldades, crises e conflitos do cotidiano.


4 -A MÃO E AS BOLINHAS

Objetivo:
Despertar a atenção do grupo para pequenos detalhes que muitas vezes são peças fundamentais para a solução de problemas
Número de pessoas: Indiferente
Material necessário: Nenhum

Como Fazer:
O animador convida os participantes a formarem um círculo, no qual todos deverão permanecer sentados em cadeiras. O animador explica então que realizará um teste de memória com os participantes fazendo um jogo com as mãos, o qual eles deverão repetir um por um em sequência. A cada tentativa o animador deverá dizer se o gesto está certo ou não. O gesto consiste no seguinte: Estende-se a mão esquerda com os dedos abertos na altura do peito e com a palma voltada para si. Com o indicador da mão direita, o animador tocará a ponta de cada um dos dedos da mão esquerda, partindo primeiramente do dedo mínimo até chegar no indicador e ao tocar na ponta de cada dedo deverá repetir a palavra bolinha. Na curva entre o dedo indicador e o polegar, ele deverá escorregar o indicador da mão direita dizendo ulll e a seguir bate com o dedo indicador da mão direita na ponta do polegar da mão esquerda dizendo novamente a palavra bolinha. Logo após percorre-se o caminho inverso: batendo primeiro com o indicador (da mão direita) na ponta do polegar esquerdo dizendo: bolinha, ulll na curva e bolinha do indicador ao mínimo. A sequência toda dita ficaria assim: bolinha, bolinha, bolinha, bolinha, ulll, bolinha (ida): bolinha, ulll, bolinha, bolinha, bolinha, bolinha (volta). O animador deve realizar a sequência bem rápido, e ao terminá-la deve cruzar discretamente e devagar as mãos sobre as pernas, de modo que ninguém perceba. Essa é a chave da brincadeira. Assim, os participantes tentarão repetir o gesto em seguida. O participante que cruzar a mão ao final da sequência deverá ser aprovado pelo animador, porém se ele repetir corretamente a sequência, mas não cruzar as mãos, deverá ser reprovado. O segredo só deverá ser revelado após algumas rodadas, quando algumas pessoas já o tiverem descoberto.

Observações:
Essa dinâmica pode ser usada em encontros nos quais o grupo esteja procurando resolver algum problema interno, ou para recreação.

5 -JÚRI SIMULADO

Objetivo:
Refletir sobre um tema ou decidir algum ponto de divergência entre os integrantes do grupo de maneira sólida e consistente.
Número de pessoas: Indiferente
Material necessário: Nenhum
Como Fazer:
O animador escolhe o tema ou ponto polêmico a ser discutido e propõe aos participantes a montagem de um tribunal para debater o assunto. Pede-se, então, que os participantes se organizem escolhendo um advogado de defesa, um de acusação, o juiz e os jurados. Os demais participantes formarão a platéia que estará contra ou a favor do que se discute. Os advogados deverão preparar seus discursos com argumentos podendo usar trechos bíblicos para defender seu ponto de vista. Poderão também convocar testemunhas (pessoas da platéia). Monta-se a seção: os advogados expõem seus discursos e testemunhas e ao final o juiz dará o veredicto de acordo com a conclusão dos jurados. O tema poderá ser personificado em um cartaz ou objeto para representar o réu.
Observações:
Esta dinâmica pode ser aplicada em encontros que discutam temas polêmicos para o grupo ou com qualquer tema.

6 -AMIGO SECRETO

Objetivo:
Refletir sobre a importância de se estar aberto a novas experiências e aceitar diferentes pontos de vista.
Número de pessoas: Indiferente
Material necessário:
Cartãozinho com mensagens diversas ou lembranças (objetos) de baixo valor (artigos de R$1,99 por exemplo).
Como Fazer:
O animador deverá preparar um número de presentes ou cartões equivalente ao número de participantes. Faz-se um círculo com os participantes e coloca-se os presentes ou lembranças no centro. Estes deverão estar numerados de acordo com o número de participantes. Em seguida distribui-se aos participantes os números correspondentes aos presentes. O participante que estiver com o número 1, deverá ir ao centro do círculo e pegar o presente ou lembrança que estiver com o número 1. O participante que estiver com o número 2, poderá ou escolher o presente n.º 2 que está no chão, ou o presente do número 1. Caso escolha o presente do número 1, quem fica com o presente n.º 2 é o participante número 1, e assim segue-se sucessivamente até o último participante. Se o grupo tiver 15 participantes, por exemplo, o que estiver com o número 15 poderá escolher tanto seu presente (o n.º 15) como qualquer um dos presentes já recebidos. O participante que tiver seu presente trocado não poderá negar a entrega, terá que trocar mesmo que tenha gostado.

Observações:
Essa dinâmica pode ser aplicada em encontros cujos temas estejam relacionados ao egoísmo, à aceitação da opinião alheia, solidariedade e relações interpessoais.

7 -PAINEL INTEGRADO

Objetivo:
Promover o relacionamento entre todos os participantes do grupo. Dividir o grupo em sub-grupos para refletir temas diversos.
Número de pessoas: Indiferente
Material necessário: Um cartão ou crachá para cada participante.
Como Fazer:
O animador distribui um cartão contendo uma letra e um número para cada participante de maneira a dividir o grupo, formando o mesmo número de sub-grupos com o mesmo número de participantes em cada sub-grupo. Exemplo: 3 sub-grupos com 3 participantes cada ou 4 sub-grupos com 4 participantes cada e assim por diante. Da primeira vez a divisão deve ser feita por número. Distribui-se então os temas ou perguntas a serem refletidos (um para cada grupo) e dá-se alguns minutos para refletirem. Terminado o tempo combinado faz-se nova divisão agora por letras. Então, cada participante apresentará o resultado da reflexão do primeiro grupo de modo que todos saberão as conclusões de cada grupo. Exemplo da dinâmica para um grupo de 25 pessoas: Dá-se um cartão com um número de 1 a 5 juntamente com uma letra de A a E. Assim, um grupo de 25 pessoas teria cinco pessoas com o número 1 e com uma letra de A a E cada um, cinco pessoas com o número 2 e com uma letra de A a E e assim por diante. Junta-se todos os números 1 para formar um grupo, os números 2 e assim por diante. Distribui-se o tema de cada grupo. Dá-se de 10 a 15 minutos para refletirem. Terminado o tempo faz-se nova divisão agora por letras (todos as letras A, as letras B etc.). Nesse segundo grupo, cada participante apresenta as conclusões do primeiro grupo, de maneira que todos terão tomado conhecimento de todas as reflexões feitas.
Observações:
Esta dinâmica pode ser aplicada na reflexão de qualquer tema e dispensa o plenário. É interessante porque possibilita aos mais tímidos exercitarem a oralidade com mais facilidade.

8 -A ENGRENAGEM

Objetivo:
Perceber a dificuldade de se sintonizar no mesmo ritmo, perceber que alguns assumem funções desgastantes ou que não conseguem desempenhar por muito tempo, notar que alguns devido às dificuldades “quebram” a engrenagem.
Número de pessoas: Indiferente
 Material necessário:
Como Fazer:
Todos os participantes devem estar em círculo. O animador começa a fazer um movimento ritmado e constante, como abaixar e levantar a mão. Em seguida pede-se que cada pessoa do círculo vá se juntando um a um de forma a se “encaixar” no movimento da outra pessoa com um movimento diferente, por exemplo, a segunda pessoa a se juntar à primeira com o movimento de encostar a cabeça ora no ombro direito, ora no esquerdo, contudo observando o mesmo ritmo e assim por diante até completar o círculo. Observar sem falar nada durante a dinâmica, que algumas pessoas iniciam um movimento muito desgastante, que não conseguem sustentar, desistindo ou quebrando a “engrenagem”, até fazerem um movimento mais apropriado. Comentar com os participantes sobre os sentimentos durante a dinâmica e se ela pode ser comparada com a vida do grupo de jovens, se todos se encaixam como uma engrenagem, se alguns fazem mais que os outros, se alguns se cansam, etc.

9 -Minha Comunidade Hoje

Objetivo:
Tomar consciência do espaço em que vive, refletindo suas problemáticas de modo a perceber as mudanças que deseja que ocorram e o que se faz necessário para que elas aconteçam.
Número de pessoas: Indiferente
Material necessário: Copos plásticos; Cola; Revista; Fita Crepe; Caneta Hidrocolor ou Pilot.
Como Fazer:
1. Dividir o grupo em subgrupos de, no máximo, cinco pessoas. 2. Espalhar o material no centro do grupo. ( A cola deve ser dada a cada subgrupo num copo plástico de cafezinho ou numa tampa de refrigerante). 3. Pedir que cada subgrupo construa duas colagens: uma expressando a comunidade em que vive e outra como gostaria que essa comunidade fosse. 4. Pedir que cada subgrupo apresente o seu trabalho, prendendo as colagens na parede, deixando entre elas um espaço que represente, na opinião do subgrupo, a distância entre a realidade que se tem e a desejada 5. Após as apresentações, pedir que os subgrupos se reúnam novamente e discutam que problemáticas da comunidade precisam ser resolvidas para que a distância entre a realidade e o desejado desapareça. Tempo 6. Cada subgrupo constrói, com o material, uma ponte entre as duas colagens, representando, nessa ponte, as questões que precisam ser trabalhadas para diminuir as distâncias entre a comunidade que se tem e a que se deseja. 7. Plenária: compartilhar as conclusões a que chegaram, levantando as alternativas e soluções possíveis.
http://www.pj.org.br/dinamicas/

COLETÂNEA DE CONTOS SOBRE ÉTICA



O valor da ética

Thiago tinha onze anos e, frequentemente, ia pescar no cais junto à casa de campo da sua família.
Era uma diversão para ele e um momento de ficar com seu pai.
A temporada de pesca de carpas estava proibida para reprodução e só seria liberada no dia seguinte, mas ele e o pai saíram no fim da tarde para pegar tilápias e douradas, cuja pesca era liberada.
Thiago amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha.
O pai olhava muito admirado enquanto Thiago, habilmente, puxava o peixe.
Finalmente, com muito cuidado, ele levantou o peixe exausto da água.
Ficou frente a frente com o peixe. Era o maior que tinha visto, masera uma carpa, cuja pesca só era permitida na temporada.
Thiago e o pai olharam para o peixe, tão bonito, a guelra para trás e para frente sob a luz da lua.O pai acendeu um fósforo e olhou para o relógio.
Eram dez da noite e faltavam duas horas para a abertura da temporada.
O pai olhou para o peixe, depois para Thiago.
 _ Você tem que devolvê-lo à água, filho.
 _ Mas, papai!!!
 _ Vai aparecer outro peixe. Disse o pai.
_ Não tão grande como este. Respondeu Thiago, quase chorando...
O menino olha à volta do lago. Não havia ninguém. Olhou novamente para o pai.
Mesmo sem ninguém por perto, Thiago sabia, pela clareza da voz do pai, que a decisão não era negociável.
Devagar tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura.
Feito isso, Thiago imaginou que jamais veria um peixão como aquele. Isso aconteceu há trinta e quatro anos.
Hoje, Thiago agora é um arquiteto de sucesso.
A casa de campo de seu pai ainda está lá e ele leva seus filhos e filhas para pescar no mesmo cais. E ele estava certo.
Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como daquela noite, há tanto tempo atrás.
O valor da ética/Legrand Belo Horizonte. Coleção Pequenas Lições Soler Editora, 2007.

Um conto sobre a ética

Certo dia, a Ética desceu do Olimpo sob a forma de uma linda mulher e dirigiu-se a um reino poderoso. Todos, ao vê-la a distância, ficavam maravilhados, achavam-na linda. No entanto, à medida que se aproximava, fechavam-lhe as portas.
A Ética tentava comunicar-se, mas em vão: ninguém queria defrontar-se com ela. Para todos, bastava sua visão , olhar de longe, enaltecer sua existência... e só!
Finalmente, acabrunhada, resolveu retirar-se. No caminho, encontrou a Verdade, que se espantou com a sua profunda tristeza:.
- Que foi, minha irmã? O que tanto a magoou?
- Cheguei em missão de paz, mas ninguém quis receber-me – disse a Ética. - Não entendo as razões porque sou rejeitada..
A verdade levantou-se, postou-se diante dela e, de maneira firme, disse:
- Olhe-me de frente!
A Ética o fez.
- Não percebeu algo interessante?- perguntou a Verdade
A Ética estava confusa. Estranhava que tanto ela como a verdade pareciam trocar reflexos enquanto se olhavam. Então a Verdade explicou:
- Eu também passo por isso que você enfrentou todos os dias, sabe porque? Porque nós somos iguais! Ninguém, nem mesmo você, minha cara Ética, foi capaz de perceber que nós duas somos espelhos.
Para algumas pessoas, a pior coisa que pode acontecer é se verem refletidas em nós.
"Minha querida alma, faça de mim, hoje e sempre, um seguidor da Verdade, um discípulo da Ética".

http://vidaemagia.blogspot.com.br/2010/10/um-conto-sobre-etica.html
A ética de Sócrates
As três peneiras
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:
- Sócrates, sabes o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?
- Espera um minuto - respondeu Sócrates - Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o “Teste do Filtro Triplo”.
- Filtro Triplo?
- Sim – continuou Sócrates – Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer.
Por isso é que eu lhe chamei “o Filtro Triplo”.
O primeiro filtro é a VERDADE.
Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?
- Não – disse o homem – o que acontece é que ouvi dizer que...
- Então não sabes se é verdade.
Passemos ao segundo filtro, que é a BONDADE.
O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?
- Não, muito pelo contrário...
- Então, queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro? Mas bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.
O último filtro é a UTILIDADE.
O que me ais dizer sobre o meu amigo será útil para mim ou para ele?
- Não, acho que não...
- Bem, se o que me dirás não é nem verdadeiro, nem bom e nem útil, para que dizer-me?
*****
Usemos o Triplo Filtro na nossa vida diária, cada vez que formos falar sobre alguém!
http://www.lumini.xpg.com.br/LUMINI_Contos_Misticos/CONTO_MISTICO_A_Etica_de_Socrates.html

A semente da verdade




A semente da verdade

Conto folclórico oriental


O imperador precisava achar um sucessor. Sem filhos, nem parentes próximos, ele decidiu chamar todas as crianças do reino.
Thai foi uma delas. Ele era um ótimo menino. Dedicava-se ao jardim de sua casa e cada planta tocada por ele crescia viçosa e forte.
No dia marcado, dirigiu-se até o palácio, onde havia milhares de pequenos súditos. O imperador disse:
- Crianças, preciso escolher o meu sucessor entre vocês. Vou lhes dar uma tarefa. Aqui estão algumas sementes e quero que vocês as cultivem. O trono será daquele que me trouxer, daqui a um ano, a planta mais bonita.
Thai era um excelente jardineiro e com certeza faria muito bem o que o imperador pediu. Porém, por mais que se esforçasse, a semente não brotava. O menino fez tudo o que podia, mas seus esforços não adiantaram.
Até o dia de apresentar a planta ao imperador, a semente de Thai não havia brotado e o menino estava tão preocupado que não queria enfrentar as outras crianças, porém seu avô disse:
- Você é honesto. Vá até o imperador e diga a verdade. Sua dedicação foi máxima, mas a semente não brotou. Não se envergonhe, querido, apenas explique o que você fez, pois devemos sempre agir com honestidade, buscando a felicidade, sem que a nossa alegria faça alguém infeliz.
Thai obedeceu ao avô e foi ao palácio. Entretanto, ao chegar lá, ficou assustado, pois era a única criança que não levava consigo uma belíssima planta.
O imperador chamava as crianças e examinava os vasos. Não sorria e nem esboçava contentamento.
Thai estava muito nervoso, pois se o imperador não havia até agora aprovado aquelas plantas maravilhosas, o que não diria de seu vaso sem nada?
Thai foi ficando para trás e, quando se deu conta, era o último da fila. Mas sua vez chegou e ele não poderia mais adiar o encontro com o imperador.
-Vejamos, meu jovem, o que tem aí para mim.
Thai não pôde mais evitar as lágrimas. Com a cabeça baixa, mostrou o vaso ao imperador e disse:
- Senhor, sou um jardineiro e uma de minhas virtudes é a perseverança, mas por mais que eu tenha me esforçado, a semente não brotou. Meu avô ajudou a pensar sobre o que fazer e optei por dizer a verdade, contar meu esforço e pedir-lhe perdão.
- Não se envergonhe, criança, você fez o certo. A sua grande virtude foi dizer a verdade, pois eu havia queimado todas as sementes e nenhuma poderia germinar. Portanto, você foi o único que, de fato, plantou a semente da verdade.

"Algumas vezes a verdade não é tão bonita quanto uma flor, mas precisamos encará-la com coragem para vencer os grandes desafios."