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quinta-feira, 6 de junho de 2013

O COORDENADOR PEDAGÓGICO E A ARTE DA ARGUMENTAÇÃO




A argumentação é a principal ferramenta de trabalho do coordenador pedagógico. Durante a realização de seus afazes no cotidiano da escola, o coordenador argumenta o tempo todo. Ele precisa muitas vezes “ convencer ” o professor a realizar determinado trabalho, atividade, projeto. O mesmo ocorre no contato com o diretor e com os pais de alunos, no qual o coordenador lança mão de sua experiência e conhecimento teórico para direcionar e resolver os dilemas pedagógicos do dia-à-dia.
Se não existem verdades absolutas, em educação menos ainda. Portanto, ouvir o posicionamento do colega, não bater de frente com ele e buscar respaldo para seus argumentos num referencial teórico é o melhor caminho para o coordenador.
Para isso, dominar algumas técnicas se faz necessário. Lembre-se que:
- Seus argumentos devem ter um embasamento, nunca deve-se afirmar algo que não venha de estudos ou informações previamente adquiridas.
- Seus exemplos devem ser coerentes com a realidade, ou seja, podem até ser fictícios, mas não podem ser inverossímeis.
- Cuidado com comentários em uma escola, a respeito da outra escola em que você trabalha, isso gera desconfiança.

O texto abaixo, traz excelentes dicas que precisam ser assimiladas pelo coordenador e colocadas em prática ao passo que forem surgindo as necessidades.

Por :Evanilde Gomes.


Como ganhar uma discussão
Alessandra Oggioni

Conduza o raciocínio antes de dar opinião, não confronte o oponente de maneira direta e nem pense em devolver acusações: descubra dez passos para argumentar bem.
A maioria das pessoas acredita que argumentar é “vencer” o outro, colocando por terra suas ideias e opiniões. Mas este é um grande engano.
Segundo o professor de linguística Antônio Suárez Abreu, autor do livro “A Arte de Argumentar – Gerenciando Razão e Emoção” (Ateliê Editorial, 2008), saber argumentar é, em primeiro lugar, aprender a integrar-se ao universo do outro. “É preciso fazer com que o outro tenha condições de ver o objeto da disputa de um ponto de vista diferente daquele a que está acostumado e, ao final, tenha o desejo mudá-lo, concordando com quem argumenta”, explica.

Portanto, em uma discussão, está terminantemente proibido querer impor o seu ponto de vista a qualquer custo. Aquele que logo de cara diz “eu não concordo com você” provavelmente não vai conseguir convencer ninguém. Sendo assim, mostrar consideração pelo que o outro pensa ou sente é o melhor caminho. “Quando nosso interlocutor acredita que pensamos de maneira igual, fica mais fácil ele concordar com as teses que estamos defendendo”, afirma Ana Lúcia Tinoco Cabral, pesquisadora da área de linguística e autora do livro “A Força das Palavras – Dizer e Argumentar” (Editora Contexto, 2010)
Veja dez pontos para argumentar melhor em qualquer discussão ou negociação.

1. Não bata de frente

Em primeiro lugar, é importante aprender a ouvir, para detectar o que o outro pensa sobre um determinado assunto. “Ninguém consegue convencer o outro batendo de frente com seus valores ou modelos mentais. É sempre importante, antes de propor um argumento, conseguir abrir uma brecha nesses modelos”, ensina o professor Antônio Suárez Abreu.

2. Foque no que o outro tem a ganhar

Depois que você ouviu atentamente a exposição do outro, coloque o foco da sua fala no que o interlocutor tem a ganhar, e não naquilo que é objeto imediato do seu desejo. Foi assim que o analista de logística Rafael Dalecio Luiz conseguiu uma vaga em uma multinacional automobilística para a qual prestava serviço. “Eu era de uma empresa terceirizada e tinha sido transferido de São Paulo para Curitiba há um ano. Quando vi que havia vagas no cliente, percebi que era uma chance de voltar. Então, resolvi me oferecer ao cargo”, diz.

Mas quando procurou o responsável pelo processo seletivo, Rafael embasou os argumentos naquilo que a companhia teria a ganhar com a sua contratação, em vez de simplesmente dizer que gostaria de retornar à cidade natal. “Mostrei que a empresa economizaria, pois não precisaria arcar com custos de transferência, e também apresentei os resultados da minha performance na área com números, que deixam a informação mais crível”, conta ele, que conseguiu a vaga.

3. Use os argumentos certos

Para “vencer” uma discussão, também é preciso escolher os argumentos de maneira apropriada e conduzi-los de forma lógica. De acordo com o professor de oratória Reinaldo Polito, o mais adequado é embasar sua fala em exemplos, comparações, estatísticas, pesquisas, estudos técnicos e científicos, teses e testemunhos. Desta forma, é essencial manter-se sempre bem informado sobre o que acontece à sua volta. Quando necessário, vasculhe dados que possam ser úteis para um argumento consistente.

4. Foque nas ideias principais

Um erro bastante comum no processo de “convencer” o outro é usar muitos argumentos ao mesmo tempo. Isso pode confundir a pessoa e enfraquecer o poder de persuasão. Por isso, o melhor é eleger as ideias mais consistentes e focar apenas nelas. No entanto, evite ficar repetindo o mesmo discurso a todo momento, para que a alegação não perca a força.

5. Não apresente sua opinião de cara

Uma técnica que costuma funcionar bem é não apresentar a sua opinião logo de cara. O bom orador, aquele que argumenta de forma eficaz, conduz o raciocínio para depois apresentar a tese. Daí, se o outro concordou com o pensamento todo fica mais fácil, e até inevitável, aceitar a ideia.

Nestes casos, uma boa dica é usar argumentos dedutivos, ou seja, aqueles que partem do geral para o particular. Por exemplo: Todos os habitantes da ilha são alfabetizados (informação de conhecimento geral). Alberto é um habitante da ilha. Logo, Alberto é alfabetizado (dado de caráter particular).
6. Mude a importância dos valores

No livro “A Arte de Argumentar – Gerenciando Razão e Emoção”, Antônio Suárez Abreu mostra a re-hierquização de valores como um bom método para argumentar. “Você não destrói um valor do outro, apenas põe um outro acima, em termos de hierarquia”, diz. Na verdade, é uma espécie de drible. Um exemplo disso é o que fez Monteiro Lobato em seus livros infantis. Em sua época, por volta de 1920, o “modelo do pai rigoroso” imperava. Em vez de combatê-lo, o autor colocou as crianças em férias no Sítio do Picapau Amarelo, um lugar em que o pai foi substituído por uma avó carinhosa, Dona Benta, que podia ensinar sem punir.

7. Fuja da retorsão

Não abuse da chamada retorsão, o ato de mostrar que o interlocutor pratica ações contrárias às que defende. É o caso de alguém que, confrontado por chegar atrasado, diz algo como: “Mas, você, no mês passado, também chegou atrasado três vezes”. Este argumento é o mais usado nas chamadas DRs, as temidas “discussões de relacionamento” . E é por isso que um casal raramente chega a um consenso.

8. Transmita credibilidade

De acordo com o professor de oratória Reinaldo Polito, o melhor de todos os argumentos é a credibilidade do orador. Assim, a alegação só terá o efeito desejado se existir coerência entre o discurso e a atitude de quem fala. “Por melhores que sejam as palavras, se não encontrarem respaldo no comportamento do orador, não terão crédito e não serão suficientes para convencer”, diz.

9. Fale com domínio e entusiasmo

Outro ponto importante para passar credibilidade no argumento é ser natural, espontâneo e, principalmente, demonstrar conhecimento sobre o assunto que se expõe. Também é essencial transmitir emoção. “A força da argumentação também depende da maneira como ela é exposta. Se a pessoa falar sem motivação, sem energia, sua causa poderá parecer inconsistente”, analisa o professor Reinaldo Polito.

10. Trate o outro com educação e gentileza

Seja qual for o debate, é importante sempre tratar o outro com educação e gentileza. Sem isso, nada funciona. “Por favor”, “entendo seu ponto de vista” e “obrigado por expor tão claramente aquilo que pensa” são maneiras de se mostrar comprometido com a imagem do outro.

http://delas.ig.com.br/comportamento/2013-03-13/como-ganhar-uma-discussao.html


segunda-feira, 3 de junho de 2013

REUNIÃO DE PAIS


A reunião de pais é um momento riquíssimo para a construção do elo família e escola. Porém, para
que este seja sadio é preciso prepará-la com cuidado. È importante que a escola proponha reuniões periódicas, havendo ainda a necessidade em alguns momentos de reuniões extraordinárias.


PLANEJANDO A REUNIÃO DE PAIS

Reunir com os professores para definir a pauta da reunião.
Marcar a data com antecedência e enviar um convite aos pais com a pauta da reunião, data, horário de início e término da reunião.
Sugere-se realizar a reunião por turma, pois cada turma tem suas especificidades. Isso poupa tempo.
Sugere-se o tempo máximo de uma hora e meia de duração.
Selecionar texto ou vídeo. Também pode ser uma dinâmica, porém precisa ser bem escolhida, ela não pode ser demorada, tem que estar relacionada ao tema da reunião e não pode constranger os pais.

O QUE NÃO FAZER NA REUNIÃO DE PAIS

Marcar um horário e começar atrasado.
Esquecer de dar boas-vindas aos pais e tratá-los com cordialidade e simpatia.
Falar do desempenho de um aluno constrangendo-o diante de todos.
Rebater críticas dos pais com aspereza como se fosse uma questão pessoal.
Esquecer de colocar cadeiras suficientes para os pais.
Ultrapassar o horário de terminar a reunião, os pais detestam reuniões muito longas.


SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA REUNIÃO DE PAIS

Acolhida: Receber os pais e ir encaminhando-os para a sala, não deixe-os esperando de pé.

1º Momento: Abertura
O diretor deverá apresentar-se, dar boas-vindas aos pais e expor o motivo da reunião. Apresentar também o professor e coordenador. ( Pode haver algum pai que nunca participou de uma reunião na escola.)

2º Momento: Reflexão

Utilizar um texto motivacional ou vídeo sobre o tema que se deseja abordar. ( Ver sugestões no blog). Sugere-se a importância do acompanhamento dos pais. Instigar a reflexão. Falar sobre a importância de se combinar regras para serem cumpridas em casa pelos filhos, entre elas: criar uma rotina diária de ter sempre o mesmo horário para fazer tarefas, leituras e estudar.
Este momento pode ser realizado pelo coordenador, diretor ou professor.
3º Momento: A proposta da Escola

O diretor deverá expor o que foi desenvolvido por toda equipe durante a 1ª Unidade e o que vai ser desenvolvido nas próximas unidades. Não precisa se alongar demais. Falar sobre o conselho de classe, explicar como está sendo feito. Esclarecer que vai ser realizado em todas as unidades e que não tem o propósito de alterar a nota do aluno.

Falar do projeto sobre indisciplina na escola que será realizado a partir da segunda unidade lembrando que os pais serão convidados a participar de uma reunião para conhecer e aprovar o regimento da escola.

4º Momento: O trabalho do professor da turma

O professor falará sobre a turma em questão de modo geral sem especificar nenhum aluno sem esquecer de ressaltar os aspectos positivos do grupo. Se algum pai perguntar por seu filho, responder com cautela sem expor a criança. O professor deverá expor o trabalho desenvolvido com a turma, como foi desenvolvido e quais os resultados alcançados. ( Quando possível mostrar cartaz com gráficos).

5º Momento: A fala dos pais

Dar oportunidade para que os pais falem sobre suas expectativas, deem sugestões e façam críticas se houver. Vocês também podem colocar uma caixinha, entregar papelzinho e lápis para que eles escrevam se não quiserem falar.

6º Momento: Entrega dos resultados

Agradecer a presença de todos. Explicar que o atendimento individualizado aos pais pode ocorrer todos os dias na escola. Entregar boletins, relatórios, etc. Continuar o atendimento individualizado aos pais.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL NA ESCOLA

PLANO DE AÇÃO DA SME 2013

ROTEIRO PARA O CONSELHO DE CLASSE


 
OBJETIVO:

O conselho de classe tem por objetivo criar  momentos reflexão coletiva de todo o trabalho pedagógico realizado durante a unidade, incluindo como o professor desenvolveu seu trabalho, quais os resultados alcançados e quais serão as estratégias a serem utilizadas diante dos resultados.  Portanto, momento de autoavaliação do professor e aluno. È um momento riquíssimo de aprendizagem para todos, porém, toda aprendizagem requer humildade e comprometimento.    

1º – Momento:
O professor fará uma avaliação do seu trabalho juntamente com os alunos, destacando o desempenho de professor e dos alunos de forma geral sem constranger ninguém!. Essa conversa deve ser franca e clara. Não é momento para acusações, mas para dialogar com os alunos.  ( No E.F. II e E.M. demonstrar estes dados em percentual.  Ex.: Tivemos  85% de médias azuis em matemática.)  Esse momento serve para instigar a reflexão do aluno sobre seu próprio desempenho.

2º – Momento:
O diretor irá a cada turma ouvir o que os alunos tem a dizer a respeito do seu desempenho. Quais são suas dificuldades e expectativas. O que vão fazer para melhorar ainda mais? O diretor deverá anotar as informações relevantes. 

3º – Momento:
O diretor se reunirá com os professores e o coordenador pedagógico para discutirem o trabalho realizado bem como os resultados alcançados e os dados coletados, destacando:
1 – Relação professor-aluno
2 – Questões de indisciplina
3 - Avaliações de desenvolvimento dos alunos, considerando as singularidades de comportamentos, aprendizagens e histórias de vida dos mesmos; 
4 -Autoanálise e autoavaliação dos profissionais de ensino;
5 - Como temos lidado na nossa prática com o "fracasso escolar"?
6 - Que reflexões temos realizado sobre as causas do baixo desempenho dos alunos?
7 - Como está a situação da nossa escola frente aos resultados do IDEB?  Como esse resultado está relacionado ao processo de ensino e aprendizagem e com as avaliações desenvolvidas na escola?
8 - Como utilizamos os resultados das avaliações externas ( Avaliação Municipal, Prova Brasil, Saeb, etc.), como indicadores para o planejamento? 
Pode-se fazer outros questionamentos que o grupo julgar necessário.  

4º  Momento:
Diante do que foi discutido, replanejar (sem nivelar por baixo) os conteúdos conforme os objetivos da unidade. O planejamento deverá  buscar diminuir/sanar as dificuldades do aluno, porém sem desistir dos conteúdos.
Encaminhar para o reforço os alunos que apresentarem dificuldades discrepantes em relação à série. (Discutir em sua escola a possibilidade de implantação de reforço e quais as modalidades necessárias.)
Convocar os alunos para a chamada “ conversa em particular” com o diretor e o coordenador, expondo as questões mais delicadas, ouvindo “as razões” do aluno, e propondo acordos, destacando os direitos e deveres do aluno, previsto no regimento da escola. Apenas  quando  julgar necessário chamar os pais.

5 º Momento:
O professor, deverá registrar no diário, ou ficha individual do aluno, de forma clara e objetiva, o que foi solicitado e combinado com o aluno. Relatar se os pais ou responsáveis estão cientes, etc.
Observação: O conselho de classe por unidade não visa alterar a nota do aluno. Ex.: Se o aluno ficou com nota 4,5 após o conselho, independentemente dos motivos, ele permanecerá com a mesma nota, e será orientado para melhorar na próxima unidade.
Bom trabalho a todos!

Obs.: Todas as escolas da Rede Municipal de Paratinga estão sendo orientadas a realizar o conselho de classe por unidade. 

Por: Coordenação Pedagógica.