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sexta-feira, 24 de maio de 2013

PROJETO INDISCIPLINA NA ESCOLA





Ética se ensina com exemplos.
Justificativa:

A sociedade atual passa por profundas transformações em todos os seus segmentos: família, escola, mídia, mundo do trabalho, etc. Tais transformações foram exigindo mudanças nas relações interpessoais, o que justifica a escola discutir a postura ética que permeia a prática docente.
Também no contexto Paratinguese, como nas demais partes do mundo, toda a comunidade escolar sofre com os altos índices de indisciplina na sala de aula. Em muitos casos evoluindo para atos infracionais. Entendendo-se que é papel da escola promover o convívio harmônico tanto dentro da escola, como na sua relação com a comunidade local, detectando-se que isto não está ocorrendo, a intervenção de todos os envolvidos no processo educacional é urgente e necessária. Incluindo, portanto, a Secretaria Municipal de Educação, toda comunidade escolar e a sociedade civil.  
Deste ponto de vista espera-se discutir o conceito de indisciplina, e como tratar a indisciplina na sala de aula fundamentando-se em teóricos como Celso Vasconcelos, e outros. Apontam os referidos teóricos, além do volume 8 dos PCNs que os princípios éticos, respeito mútuo, diálogo, cooperação devem ser trabalhados na sala de aula e se não podem resolver, ao menos atenuam e muito as situações de conflitos na escola. Isso se deve ao fato de que busca-se discutir e resolver coletivamente as causas dos conflitos e não apenas o conflito isolado.
Partindo destes pressupostos é que se deseja abandonar velhas explicações para a indisciplina na escola e o fracasso escolar tais como as mencionadas por Aquino:   
- histórica: "ensino organizado e de boa qualidade é para poucos, assim como o de antigamente"; - cultural: "a carência (ou a abundância) socioeconômica, logo cultural, é um impeditivo para a ação pedagógica"; - psicológica: "há necessariamente pré-requisitos morais e/ou cognitivos para o bom aproveitamento escolar". (p.12)
Conforme o Ministério Público:
“Ato de indisciplina é aquele comportamento que, embora não constitua crime, ou contravenção penal, compromete a convivência e a ordem no ambiente escolar. Deve estar previsto no regimento interno do estabelecimento de ensino e solucionados no âmbito da própria entidade educacional.
Ato infracional é toda a conduta prevista como crime ou contravenção penal, dentro do ordenamento jurídico pátrio.”

A indisciplina na escola é sem dúvida um grande desafio para todos. Não há respostas absolutas, nem receitas milagrosas. Há  contudo, o desejo de tentar o que não foi experimentado e persistir. 

Objetivos:
- Promover momentos em que todos os docentes  reflitam sua própria postura pedagógica.
- Discutir com toda a comunidade escolar a importância de vivenciarem relações interpessoais  sadias.
- Construir coletivamente e implementar o regimento da escola.
- Direcionar a atuação da comunidade escolar diante das situações de indisciplina dos alunos.
- Discutir o conceito de ética e cidadania com os alunos nas diversas modalidades de ensino.

Público alvo: Professores, alunos, diretores, coordenadores, e demais membros da comunidade escolar.
Conteúdos: - Ética , Valores, Indisciplina
Tempo Previsto: O projeto deve acontecer na II Unidade, porém algumas atividades precisam ocorrer o ano todo.
Desenvolvimento:
O projeto está dividido em etapas que visam o aprofundamento da discussão, pois não se trata de uma temática de resolução imediata, mas que exige vivência e reflexão coletiva, cada membro da comunidade escolar fazendo sua parte.
Cada etapa exigirá da escola um planejamento. O tempo entre uma etapa e outra ficará a critério da escola.
1ª Etapa: Ler sobre indisciplina, assistir vídeos e discutir com os coordenadores externos e diretores durante as reuniões. Os textos utilizados serão: Estratégias para motivar os alunos para a disciplina, 20 passos para combater a indisciplina, e outros.
O vídeo: Gestão de sala de aula, de Celso Antunes deverá oportunizar a discussão.
2 ª Etapa:
1º Momento:  O coordenador externo e o diretor deverão realizar na escola reunião  para discutir essa temática com o objetivo de sensibilizar toda a comunidade escolar para o problema. De preferência utilizar um respaldo teórico. Pode ser o mesmo que utilizamos na primeira etapa.
2º Momento: Planejar a próxima etapa em sua escola, com a abertura do projeto. Convocar toda a comunidade escolar (porteiros, auxiliares operacionais e demais funcionários) para participar do planejamento e execução.  

3 ª Etapa: Trabalhar na sala de aula o conceito de ética e cidadania. Cada professor pode fazer isso numa turma, independente de sua disciplina. ( Ver PCNs volume 8, ou outro material).
Sugestão de atividades:
1.    Sugere-se o livro “ A Semente da Verdade ” para a introdução do tema. Propor a leitura, rodas de conversa, recontação da história, dramatizações, produção de novas histórias, etc. ( Quem não encontrar o livro pode copiar o texto do nosso blog. Também disponibilizamos para utilizar no datashow, pegar com os coordenadores.)
No nosso blog você encontrará o vídeo da história, indicado para alunos do Fundamental 2, E. Médio e EJA.. Ou você pode ir lendo o conto mostrando-o em formato PDF. O melhor mesmo é encontrar o livro. Muitas escolas o receberam em 2007. Também colocamos sugestões de atividades. 
2.    Para o E.F.II, E.M. e EJA sugere-se também o vídeo: Série Especial: Moral e ética para propiciar a discussão.
3.    Selecionar dinâmicas que trabalhem o respeito mútuo, colaboração, etc. (Ver dinâmicas sugeridas no blog). Deve ser feito em todas as modalidades.
4.    Selecionar jogos e atividades mais lúdicas para trabalhar o conteúdo específico planejado para a semana. Lembrando que o jogo necessita de regras, e aprender a cumprí-las é uma questão de ética.
5.    O grupo pode sugerir e escolher outros livros e vídeos disponíveis, que possam auxiliar a reflexão da temática.
6.    Pedir que os alunos observem durante uma semana tudo o que ocorre no cotidiano da escola, na entrada, no pátio, no recreio, nas aulas, na saída. Pedir que sejam anotadas as ações que são éticas e as que são antiéticas. Depois discutir com os alunos, de forma organizada, (assembleia) porque estas  acontecem e o que pode ser feito para diminuir as ações antiéticas. Os alunos do E. F.I podem apenas listá-los. Do E.F.II, E.M. e EJA podem fazer em forma de relatório. (Pode ser realizado por equipe).  Este material deve ser discutido na 5 etapa.
7.    Pedir aos professores para elencar quais os tipos de situações que ocorrem na escola, e qual a frequência, para que se possam enquadrar as situações no conceito de indisciplina ou de ato infracional. Este material deve ser discutido na 5 etapa nas assembleias, também deve ser apresentados aos alunos.  

4 ª Etapa: Sugestões de atividades para as diversas disciplinas.  

Ainda que não se percebam os resultados  imediatos a escola já deve estar envolvida com a problemática. É hora de estimular o grupo ainda mais. As discussões vão contagiar os últimos resistentes! Mãos à obra!
- Planejar durante as reuniões de AC estratégias metodológicas como: exibição de vídeos, palestras, dinâmicas, seminários e peças teatrais sobre ética e valores humanos. (Os alunos podem realizar estes seminários e peças teatrais com a devida orientação dos profs.).
Sugere-se :  
No ensino fundamental 1 – Leitura do livro. Falando de Convivência. Propor atividades relacionadas ao texto. (Ver sugestões).
No (E.F.II e E.M  e EJA ) realizar debates com temas como:  
Você acha que um adolescente de 12 anos que cometeu um crime, pode ser punido, como acontece nos EUA?
No Brasil está em discussão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Você é contra ou a favor?
- O professor também pode levar para a aula um sóciodrama nas quais apareçam situações de conflito para serem analisadas pelo grupo.
Por exemplo: Um aluno chamou uma menina de suja e fedida e por isso ela não podia sentar naquela fila. A colega ficou sem graça. Estavam presentes outros alunos. Qual deveria ser a atitude dos que viram a cena? Discutir. (Para qualquer modalidade).
- É ético fazer “ zoação” brincadeiras, ofensas, etc atingindo pessoas conhecidas pelo grupo por meio de desenhos, pichações ou pela internet ?  Você já acessou alguma  página dessas? 
- Discutir o que é humor, o que é violência simbólica (Bulling), e o que é crime de calúnia e difamação em ambiente virtual. Ou ainda se apropriar de senhas e dados de computador alheio. ( Lei Carolina Dieckmann.)
O professor de língua portuguesa deve aproveitar a oportunidade para promover a construção de artigos de opinião, (E.F.II e E.M  e EJA ) e de dissertações no (E. F.I ).

5 ª Etapa:
Realizar votações para escolha de representantes de turma.
Realizar na escola assembleias a fim de definirem coletivamente regras da escola e as penalidades em consequências do não cumprimento das mesmas. ( Ter cuidado com a escolha da penalidade de modo que não fira as proposições do ECA, LDB, etc ). 
Realizar assembleia com os pais dos alunos com a aprovação final do regimento da escola. (Caso já exista o documento, deve-se acrescentar o que foi decido coletivamente e apresentá-lo aos pais, para que seja validado.) Este procedimento deve ser registrado em ata.

Avaliação:
Todo o processo percorrido deverá ser analisado, discutido em cada comunidade escolar, e também nos encontros pedagógicos com os coordenadores e com diretores. A participação do aluno precisa ser avaliada pelos professores com critérios por eles estabelecidos.

Referências:
PCNs, Parâmetros Curriculares Nacionais. Secretaria de Educação. Volume 8. Ética. Brasília, 2001.
AQUINO. G. J. A questão da Ética no contexto escolar. Disponível em: http://www.senac.br/BTS/251/boltec251a.htm
Ministério Público do Estado de Goiás. Disponível em: http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/8/docs/o_ato_de_indisciplina_como_proceder.pdf

sexta-feira, 19 de abril de 2013

COMO MOTIVAR OS ALUNOS PARA A APRENDIZAGEM




ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS PARA MOTIVAR OS ALUNOS PARA A  APRENDIZAGEM 

O professor na sala de aula é um líder, pois procura influenciar os seus alunos para que estes se interessem pelas aulas, estejam atentos, participem, apresentem comportamentos adequados e obtenham bons resultados.
Para isso, (ABREU, 1996; CARRASCO e BAIGNOL, 1993; JESUS, 1996B; LENS e DECRUYENAERE, 1991), sugerem  ao professor:
• manifestar-se entusiasmado pelas atividades realizadas com os alunos, constituindo um modelo ou exemplo de motivação para eles;
• Explicar, logo no início do ano letivo, o “porquê?” da sequência dos conteúdos programáticos da disciplina que leciona, levando os alunos a aperceberem-se da coerência interna entre as matérias a aprender e a adquirirem uma perspectiva global dessas aprendizagens;   
• explicitar o “para quê?” das matérias do programada disciplina que leciona, em termos da sua ligação à realidade fora da escola e da sua relevância para o futuro dos alunos;
• salientar as vantagens que poderão advir para a vida futura dos alunos se estudarem, comparativamente às desvantagens se não estudarem, embora atualmente haja uma grande incerteza quanto às possibilidades de concretização dos projetos pessoais;
• procurar saber quais são os interesses dos alunos e o nome próprio de cada um deles;
• utilizar recompensas exteriores ao gosto e à competência que a realização das próprias tarefas poderiam proporcionar, indo ao encontro dos interesses dos alunos, apenas no início do processo de ensino-aprendizagem e quando os alunos apresentam uma motivação muito baixa;
• deixar os alunos participarem na escolha dos projetos e tarefas escolares, sempre que possível;
• criar situações em que os alunos tenham um papel ativo na construção do seu próprio saber (de acordo com o provérbio “se ouço esqueço, se vejo lembro, se faço aprendo”); Ex.: (promover o trabalho em equipe na sala de aula de modo que os alunos produzam evitando aulas somente expositivas.)
• aproveitar as diferenças individuais na sala de aula, levando os alunos mais motivados, com mais conhecimentos ou que já compreenderam as explicações do professor a apresentarem os conteúdos aos outros alunos com mais dificuldades, contribuindo para uma maior compreensão e retenção da matéria por parte de todos.
 • incentivar diretamente a participação dos alunos menos participativos, através de “pequenas” responsabilidades que lhes possam permitir serem bem sucedidos; (favorecer a oralidade dos alunos.)
• fomentar o desenvolvimento pessoal e social dos alunos, através de estratégias de trabalho individual e de trabalho de grupo; (Ex.: produção de textos pela turma partindo da temática de um projeto trabalhado, independentemente da disciplina ser ou não língua portuguesa.)
• utilizar metodologias de ensino diversificadas e que tornem a explicação das matérias mais clara, compreensível e interessante para os alunos; Ex.: ( Utilizar slides em powerpoint com imagens que possam relacionar o conteúdo com a realidade dos alunos, vídeos, cartazes, músicas, etc.);
• estabelecer as relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos anteriores; ( Ex.: propor desafios para que os alunos respondam individualmente, ou por equipe, com base em pesquisas extra-classe. Lembrando que esta pesquisa deve ser orientada pelo professor, com um roteiro. Portanto, o aluno deve seguí-lo sem fugir do objetivo, isso evita “cópias”. Além disso, o professor estimulará a capacidade de sintetizar textos a partir das ideais principais.)   
• partir de situações ou acontecimentos da atualidade ou da realidade circundante para ensinar as matérias aos alunos;
• criar situações de aprendizagem significativas para os alunos, contribuindo para uma retenção das aprendizagens a médio/longo prazo; ( Ex.: a realização de seminários, nos quais os alunos exporão oralmente, (“sem ler no papel”), os conteúdos pesquisados.
• evitar levar o aluno a estudar apenas na perspectiva do curto prazo porque vão ser avaliados;
• diminuir o significado ansiógeno dos testes de avaliação, contribuindo para o potencializar das qualidades dos alunos, para um maior empenho destes noutras tarefas escolares e uma menor ansiedade face às provas de avaliação; Ex.: ( Preparar psicologicamente os alunos para as avaliações externas).  
• proporcionar vários momentos de avaliação formativa aos alunos, levando-os a sentirem satisfação por aquilo que já conseguiram aprender e motivação para aprenderem as matérias seguintes; Ex.: (Isso ajudará no conselho de classe).
• reconhecer o progresso escolar dos alunos, comparando os seus conhecimentos atuais com os seus conhecimentos anteriores, levando-os a percepcionar as melhorias ocorridas e a acreditar na possibilidade de ainda poderem melhorar mais os seus desempenhos se se esforçarem;
• ter confiança e otimismo nas capacidades dos alunos para a realização das tarefas escolares, explicitando-o verbalmente; aumentando a sua autoconfiança, nível de excelência e “brio” na realização escolar;
• promover a realização de tarefas de um nível de dificuldade intermediário aos alunos, pois as tarefas demasiado fáceis ou demasiado difíceis não fomentam o envolvimento do aluno, nem a percepção de competência pessoal na sua realização;
• levar os alunos a atribuir os seus fracassos a causas instáveis (por exemplo, falta de esforço) e não a causas estáveis (por exemplo, falta de capacidade), de forma a que aumentem as expectativas de sucesso e o empenho em situações futuras;
• Desmistificar crenças inadequadas sobre os resultados escolares que os alunos possuam e que possam  contribuir para um menor esforço ou empenho nas atividades de estudo (por exemplo, “o professor não gosta de mim e, logo, não vou conseguir obter boa nota”);
• ajudar os alunos a aproveitarem o esforço dispendido nas tarefas de aprendizagem, através do desenvolvimento de competências de estudo, pois “mais vale estudar pouco e bem do que muito mas, mal. (Orientar os alunos a terem horário  definido de estudos, todos os dias, em local silencioso.)
Trecho adaptado do artigo disponível em:
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/2753/2101